Brasil supera marco de 1,34 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025
EMPREGOSESPÍRITO SANTO

Brasil supera marco de 1,34 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025

As novas usinas e centrais serão construídas em 13 estados e têm previsão de operação em 2030, com contratos de 20 Governo Federal celebrou, nesta sexta-feira (22/08), a retomada da indústria hidrelétrica no Brasil com a realização do Leilão de Energia Nova A-5. O certame contratou 815,6 megawatts (MW) em 65 novas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e Usinas Hidrelétricas de até 50 megawatts, distribuídas em 13 estados. O investimento estimado é de R$ 8 bilhões, com previsão de entrada em operação em 2030.

Dominamos todas as etapas da cadeia de produção, desde a engenharia até a operação. É demanda de aço e de concreto. É alternativa para nossa indústria, que atravessa um delicado momento em virtude das tarifas impostas pelos norte-americanos”

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
O leilão foi conduzido de acordo com as diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) e operacionalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O preço médio alcançado foi de R$ 392,84 por megawatt-hora (MWh), com deságio de 3,16%, em contratos de 20 anos.

As Pequenas Centrais Hidrelétricas representam um modelo estratégico para a expansão da matriz elétrica brasileira, por causarem menor impacto ambiental, complementarem fontes intermitentes como solar e eólica e estarem espalhadas por todo o território nacional, reduzindo a necessidade de grandes corredores de transmissão.

DESENVOLVIMENTO — De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a retomada do setor hidrelétrico impulsiona a indústria e a siderurgia brasileiras. Cada 1 GW contratado, por exemplo, gera demanda de aproximadamente 120 toneladas de aço e 2,5 milhões de metros cúbicos de concreto, fortalecendo setores estratégicos da economia nacional, como siderurgia e cimento.

DEMANDA – “Dominamos todas as etapas da cadeia de produção, desde a engenharia até a operação. É demanda de aço para empresas como Gerdau, Usiminas e Arcelor Mittal. Também serão 2,5 milhões de metros cúbicos de concreto. Falamos de Votorantim Cimentos e Intercement, por exemplo. É alternativa para nossa indústria, que atravessa um delicado momento em virtude das tarifas impostas pelos norte-americanos. Me refiro à CSN, Açominas, Usiminas, Gerdau e Arcelor Mittal”, afirmou o ministro.

CRESCIMENTO – O ministro lembrou que os municípios que recebem empreendimentos hidrelétricos registram crescimento significativo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com impacto direto na renda e na qualidade de vida. “Os reservatórios dessas usinas ainda oferecem usos múltiplos, como abastecimento de água para irrigação, apoio à agricultura familiar e ao agronegócio, incentivo à piscicultura e, em alguns casos, fomento ao turismo. “Elas desenvolvem o interior do Brasil”, pontuou Silveira.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA — O certame, conduzido em conformidade com as diretrizes da Portaria nº 95/GM/MME, de 19 de dezembro de 2024, reafirma os princípios que orientam a atuação do Governo Federal no setor: respeito aos contratos, segurança jurídica e previsibilidade regulatória. A estratégia de contratação reforça o compromisso de viabilizar investimentos sustentáveis, garantir expansão equilibrada da matriz elétrica e contribuir para a transição energética, com valorização de fontes renováveis. Com o resultado, o Brasil reafirma o papel estratégico das hidrelétricas de pequeno porte na diversificação regional, desenvolvimento local, na modicidade tarifária e na segurança do suprimento de energia elétrica para toda a sociedade.

Qual Sua Reação?

Alegre
0
Feliz
0
Amando
0
Normal
0
Triste
0
Maryhanderson Ramos Ovil
Jornalista e redatora, publicitária

You may also like

More in:EMPREGOS

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *