Sesa faz alerta a hospitais após possível contaminação no Santa Rita
Após suspeita de contaminação, Sesa emite alerta e hospitais reforçam protocolos. Oito pessoas seguem A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) encaminhou, na quinta-feira (23), um ofício com recomendações técnicas aos hospitais, após o possível caso de contaminação de funcionários do Hospital Santa Rita, em Vitória. Atualmente, oito pessoas permanecem internadas, sendo que três em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), segundo a instituição (leia a íntegra da nota ao final da Quatro destes pacientes, incluindo dois na UTI, não estão sendo tratados na unidade de saúde. Os sintomas relatados são respiratórios, falta de ar, febre, calafrios e dor de cabeça.
O ofício encaminhado pela secretaria destaca, principalmente, a necessidade de comunicação em caso de atendimento a funcionários do Hospital Santa Rita.
A Sesa encaminhou nesta quinta-feira (23) o Ofício Circular Nº 25/2025/NEVS/GEVS/SSVS/SESA a respeito de recomendações técnicas sobre fluxo de comunicação entre hospitais, orientando-os a realizar a comunicação à saúde do trabalhador da unidade em caso de atender/internar profissional de saúde trabalhador do hospital Santa Rita, assim como a Coordenação Estadual de Controle de Infecção em Serviços de Saúde (CECISS). Além da recomendação de adoção de precaução no atendimento desses pacientes, com uso de máscara N-95 ou PFF2 sempre que possível.
Secretaria Estadual da Saúde, em De acordo com o Hospital Santa Rita, nenhum paciente ou acompanhante apresentou quadro similar e os serviços da unidade seguem funcionando normalmente. Não foram registrados novos casos após o dia 22 de Hospitais estão adotando protocolos
O Hospital Santa Rita afirmou que está adotando protocolos de controle de infecção hospitalar rigorosos, em articulação com as autoridades de vigilância sanitária e de saúde pública.
A Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes), responsável por administrar seis unidades hospitalares no Estado, disse ter reforçado os protocolos de segurança dos hospitais, após o caso.
“Nesta sexta-feira (24), a equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) realizou uma reunião que contou com a participação da Medicina do Trabalho e dos diretores das unidades hospitalares, e produziu um comunicado que foi divulgado para todos os colaboradores. Neste comunicado interno, foi reforçada a importância dos protocolos de segurança quanto a higienização das mãos e o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPI’s)”, disse em nota.
Já a Unimed Vitória afirmou que está acompanhando os desdobramentos do caso e que também já reforçou os protocolos de acordo com as orientações. “Esses protocolos são continuamente atualizados pelos núcleos de Vigilância Epidemiológica e Controle de Infecção Hospitalar, e se aplicam não apenas a este evento específico, mas a quaisquer novas emergências que possam O Hospital Vitória Apart informou que está mapeando os colaboradores que atuaram no Hospital Santa Rita nos últimos 14 dias e que também têm vínculo com a empresa. A instituição orienta que os profissionais assintomáticos se identifiquem pelo número de relacionamento médico, informando a data do último contato. Já aqueles que apresentarem sintomas devem informar também o dia em que eles começaram.
Segundo a nota, na presença de febre persistente associada a um dos seguintes sintomas: cefaleia intensa, mialgia, dor torácica, tosse ou desconforto respiratório, o colaborador com duplo vínculo deve procurar atendimento médico.
O Folha Vitória entrou em contato com outros hospitais, mas ainda não teve retorno.
Sesa investiga o caso
O secretário estadual de Saúde, Tyago Hoffmann, afirmou que a Secretaria Estatual da Saúde (Sesa) está investigando o caso. Em entrevista ao Fala ES, concedida na sexta-feira (24), o secretário disse que o Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) já descartou algumas das possíveis Nós começamos testando vírus, pela velocidade de contaminação, foram 26 trabalhadores contaminados de maneira muito rápida e tínhamos a hipótese inicial de que poderia ser algum vírus e já descartamos praticamente todos. Agora continuamos investigando para bactérias e fungos.“
Tyago Hoffmann, secretário de Saúde
Ainda de acordo com ele, a ala onde ocorreu a contaminação foi desinfetada e, portanto, não há razão para paralisar os serviços e as equipes de vigilância continuam no hospital para identificar possíveis causas.
“Nós coletamos amostras de sangue e de urina das pessoas infectadas e fizemos exames pulmonares de algumas dessas pessoas. Também coletamos amostras ambientais de superfícies que esses profissionais tiveram contato, a água e o ar-condicionado”, confirmou o secretário.



















