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ArcelorMittal Tubarão vai investir R$ 50 milhões em projeto para dessalinizar água do mar

Na busca de fontes alternativas de água e contribuindo para a segurança hídrica do Espírito Santo, a ArcelorMittal Tubarão anunciou um arrojado e inovador projeto, pioneiro não só no Estado, mas no Grupo ArcelorMittal no mundo: dessalinização da água do mar.
O projeto começará a ser construído ainda este ano, com prazo de conclusão em dois anos, e terá capacidade de produção de até 500 mil metros cúbicos por hora de água industrial, proporcionando uma importante fonte alternativa ao consumo de água doce do Rio Santa Maria da Vitória.

Atualmente a água doce, que é fornecida pela Cesan, representa 3,5% de toda a água consumida pela empresa (96,5% são provenientes de água do mar) e parte dela é tratada, transformada em potável e destinada para o consumo humano. Destes 3,5%, 97,8% são recirculados em seus processos.
“O projeto tem como objetivos principais aumentar a segurança hídrica e garantir a estabilidade operacional das nossas operações, colocando a ArcelorMittal Tubarão na vanguarda da Gestão Hídrica, através de uma adequada estratégia de adaptação futura às mudanças do clima”, explica o Vice-Presidente de Operações, Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira.
Com investimentos da ordem de R$ 50 milhões, a obra contemplará sistemas de: captação e bombeamento de água do mar, pré-tratamento com filtração, dessalinização por osmose reversa e armazenagem, e distribuição da água produzida (água dessalinizada). A planta será instalada próxima às Centrais Termelétricas da unidade e ocupará aproximadamente 6.000 m², o que representará a maior planta de dessalinização do país. Sua capacidade inicial será de 500 m³/hora (12.000 m³/dia), podendo ser expandida futuramente.

Empregos
Durante a execução da obra, serão gerados 220 postos de trabalho, sendo 160 deles formados por mão de obra direta (obra civil e montagem/eletromecânica). Já a operação e a manutenção serão feitas, posteriormente, por oito empregados próprios. Conforme estratégia de contratação adotada pela empresa, a orientação é de que os fornecedores deem preferência por mão de obra local tanto nos serviços de execução das obras de construção da planta de dessalinização quanto nos de interligação desta aos sistemas da ArcelorMittal Tubarão.

Energia própria
A energia elétrica a ser consumida no processo de dessalinização (cerca de 3MW) será produzida pela própria ArcelorMittal Tubarão, que é autossuficiente, e representa menos de 1% da sua geração total de energia. O processo de licenciamento ambiental para a obra já foi iniciado junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), estando atualmente em fase de elaboração do termo de referência (TR) e do plano de controle ambiental (PCA).

Estudos 
Os estudos para implantação do projeto vinham sendo feitos pela ArcelorMittal Tubarão há cerca de dois anos e contemplaram as melhores tecnologias e fornecedores existentes hoje no mundo. Os trabalhos de pesquisa contaram com participação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ArcelorMittal, com envolvimento de pesquisadores do Brasil e da Espanha (Astúrias).
Segundo Jorge Luiz, o projeto a ser implantado na usina é pioneiro e diferenciado na configuração da planta, captação direta de água do mar em grande volume, na qualidade da água dessalinizada produzida e na destinação, que é para atendimento a uma usina siderúrgica integrada de grande porte. “O processo não gerará impactos ambientais significativos. Ele consiste na captação da água do mar e na sua transformação em água industrial por meio do processo de osmose reversa, tecnologia essa já consagrada e aplicada em países como Israel, Espanha, Austrália, Argentina e Estados Unidos”, explica.
A devolução da salmoura (líquido com maior concentração de sais que sobra da separação) para o mar será feita por meio do canal de retorno de água do mar de resfriamento de equipamentos já existentes na usina (condensadores das centrais termelétricas). “Esse projeto também será de grande valia para desenvolvimento futuro de mão de obra especializada no País, sendo uma tecnologia acessível para formação de técnicos e engenheiros junto à Academia Local”, finaliza Jorge Luiz.

 

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