Famílias de pessoas desaparecidas: coleta gratuita de DNA em 342 postos do país
CIÊNCIAESPÍRITO SANTO

Famílias de pessoas desaparecidas: coleta gratuita de DNA em 342 postos do país

Famílias de pessoas desaparecidas: coleta gratuita de DNA em 342 postos do país

Mobilização nacional segue até 28 de agosto e visa ampliar chances de identificação e localização por meio de cruzamento de perfis genéticos

Teve início nesta segunda-feira, 24 de agosto, a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa é mais uma ferramenta fundamental para a identificação e localização de pessoas desaparecidas, e pode ajudar a trazer respostas tão esperadas às famílias. Ao todo, estão disponíveis 342 postos em diversas regiões do Brasil, e as coletas seguem abertas até o dia 28 de agosto.

Quem pode doar?

O procedimento é totalmente gratuito e deve ser feito, preferencialmente, por familiares de primeiro grau, na seguinte ordem de prioridade:

1. Pai e mãe biológicos;

2. Filhos biológicos e o outro genitor da pessoa desaparecida;

3. Irmãos biológicos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe).

Documentos necessários

Para realizar a coleta, o familiar deve comparecer a um posto e apresentar:

– Documento oficial de identificação com foto;

– Informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia).

É recomendável levar uma cópia do boletim, mas não é obrigatório.

Quem já doou amostra de DNA em qualquer momento não precisa repetir o procedimento.

Como funciona a coleta?

O processo é simples, rápido e não exige coleta de sangue: o perito utiliza um cotonete na parte interna da bochecha para obter a amostra. O material é armazenado e seus dados genéticos são cruzados com os bancos de DNA estaduais e nacional — e também com perfis de pessoas encontradas, vivas ou falecidas, cuja identidade ainda é desconhecida —, ampliando consideravelmente as possibilidades de identificação e localização.

Onde fazer a coleta?

A doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta do país, não apenas no local onde o desaparecimento foi registrado. Basta informar a situação aos profissionais no ato da coleta. Mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido no exterior, é possível participar: os dados são cruzados também com bancos de DNA internacionais.

Confira aqui os pontos de coleta.
Dúvidas frequentes.

Não consegue comparecer presencialmente?

Se o familiar não puder ir até um posto de coleta, orienta-se entrar em contato com o ponto de coleta mais próximo para que a equipe avalie a melhor forma de realizar o procedimento.

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Maryhanderson Ramos Ovil
Jornalista e redatora, publicitária

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