Lula defende integração regional e afirma: “A única guerra que precisamos travar é contra a fome e a desigualdade”
Na abertura do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, presidente destaca desafios da região; Brasil é o convidado de honra do evento
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, na abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, que “a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade”. O encontro, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe em parceria com o governo do Panamá, reúne lideranças políticas e econômicas para debater os desafios estratégicos da região.
Em seu discurso, Lula apontou que a realização do Fórum se prova muito oportuna diante de um contexto de crescentes desafios de ordem geopolítica, econômica e tecnológica no mundo – e, em especial, na América Latina e o Caribe. “A escolha da cidade do Panamá para receber este evento possui um simbolismo especial. Este é um verdadeiro ponto de união entre o Atlântico e o Pacífico”, afirmou.
Planalto
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PANAMÁ
Lula defende integração regional e afirma: “A única guerra que precisamos travar é contra a fome e a desigualdade”
Na abertura do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, presidente destaca desafios da região; Brasil é o convidado de honra do evento
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Publicado em 28/01/2026 14h28
Atualizado em 28/01/2026 15h17
Lula defende integração regional e afirma: “A única guerra que precisamos travar é contra a fome e a desigualdade”
O presidente Lula discursou na abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, cuja realização foi defendida como oportuna diante do contexto de crescentes desafios geopolíticos, econômicos e tecnológicos. Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR
Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, na abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, que “a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade”. O encontro, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe em parceria com o governo do Panamá, reúne lideranças políticas e econômicas para debater os desafios estratégicos da região.
Em seu discurso, Lula apontou que a realização do Fórum se prova muito oportuna diante de um contexto de crescentes desafios de ordem geopolítica, econômica e tecnológica no mundo – e, em especial, na América Latina e o Caribe. “A escolha da cidade do Panamá para receber este evento possui um simbolismo especial. Este é um verdadeiro ponto de união entre o Atlântico e o Pacífico”, afirmou.
» Discurso do presidente Lula durante o Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026
O presidente destacou que, em um cenário global marcado por turbulências, o Brasil escolheu o caminho da democracia, da paz, do multilateralismo e da integração regional. Segundo Lula, os resultados obtidos pelo país nesses eixos reforçam a solidez dessa escolha. “Nossa estabilidade política, social, econômica, fiscal e jurídica tem sido reconhecida em todo o mundo. Nos últimos anos, o Brasil atraiu volumes recordes de capital estrangeiro. Seguimos promovendo um comércio internacional justo, equilibrado e baseado em regras multilateralmente acordadas”, exemplificou.
A única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade. Desde 2023, o Brasil cresceu acima da média mundial, controlou a inflação e alcançou o menor desemprego da nossa história. Valorizamos o salário mínimo, aumentamos a renda dos trabalhadores e levamos justiça tributária a milhões de brasileiros. Saímos mais uma vez do Mapa da Fome da FAO. Em dois anos, a pobreza deu lugar à inclusão social e 17,4 milhões de pessoas ascenderam de classe no Brasil”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
As práticas protecionistas, declarou o presidente Lula, serão respondidas pelo Brasil com diálogo, firmeza e apoio às empresas nacionais. “Em 2025, superamos marcas históricas de exportações e importações. Nossa corrente de comércio foi de 629 bilhões de dólares. Isso é resultado de uma estratégia consistente de diversificação de parcerias com economias tradicionais e emergentes. Mostramos que um novo modelo de desenvolvimento, com inclusão e sustentabilidade, é possível”, disse.
INDICADORES BRASILEIROS – Lula também elencou conquistas históricas alcançadas pelo Brasil desde o início da atual gestão. “Desde 2023, o Brasil cresceu acima da média mundial, controlou a inflação e alcançou o menor desemprego da nossa história. Valorizamos o salário mínimo, aumentamos a renda dos trabalhadores e levamos justiça tributária a milhões de brasileiros. Saímos mais uma vez do Mapa da Fome da FAO. Em dois anos, a pobreza deu lugar à inclusão social e 17,4 milhões de pessoas ascenderam de classe no Brasil”, enumerou.
O presidente destacou ainda o protagonismo brasileiro na transição ecológica. “Estamos na vanguarda da economia verde. 90% da nossa matriz elétrica é renovável. Somos líderes em biocombustíveis. Nosso Plano de Transformação Ecológica identificou 90 bilhões de dólares em projetos que vão impulsionar a economia verde. Em breve, lançaremos um Mapa do Caminho para reduzir gradativamente a dependência de combustíveis fósseis”, elencou o líder brasileiro.
LUTA CONTRA FEMINICÍDIO — Durante o discurso, Lula também rechaçou a concentração de riqueza e a apontou como grande fator responsável pela geração de pobreza, fome e violência. “A América Latina também ostenta o triste recorde de ser a região com maior número de feminicídios. Segundo a CEPAL [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe], 11 mulheres latino-americanas são assassinadas diariamente”, alertou.
O presidente enfatizou que o enfrentamento à violência de gênero é uma responsabilidade coletiva. “Essa não é uma batalha só das mulheres. Nós, homens, temos que nos somar a essa luta. Quando o povo tem dignidade e segurança a sociedade próspera. Garantir o acesso a serviços básicos, e implementar políticas de combate à desinformação e à criminalidade são essenciais para a estabilidade e para a democracia”, afirmou.
Outra estratégia citada por Lula para promover uma integração regional duradoura foi o engajamento de múltiplos atores. “É essencial envolver atores subnacionais, a sociedade civil e a iniciativa privada. Sistemas de pagamentos digitais e inovadores como o PIX que fizemos no Brasil podem impulsionar o comércio regional”, detalhou. “Programas de cooperação entre universidades e centros de pesquisa criam laços baseados no conhecimento e na inovação”, emendou Lula.
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Publicado em 28/01/2026 14h28
Atualizado em 28/01/2026 15h17
Lula defende integração regional e afirma: “A única guerra que precisamos travar é contra a fome e a desigualdade”
O presidente Lula discursou na abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, cuja realização foi defendida como oportuna diante do contexto de crescentes desafios geopolíticos, econômicos e tecnológicos. Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR
Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, na abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, que “a única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade”. O encontro, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe em parceria com o governo do Panamá, reúne lideranças políticas e econômicas para debater os desafios estratégicos da região.
Em seu discurso, Lula apontou que a realização do Fórum se prova muito oportuna diante de um contexto de crescentes desafios de ordem geopolítica, econômica e tecnológica no mundo – e, em especial, na América Latina e o Caribe. “A escolha da cidade do Panamá para receber este evento possui um simbolismo especial. Este é um verdadeiro ponto de união entre o Atlântico e o Pacífico”, afirmou.
» Discurso do presidente Lula durante o Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026
O presidente destacou que, em um cenário global marcado por turbulências, o Brasil escolheu o caminho da democracia, da paz, do multilateralismo e da integração regional. Segundo Lula, os resultados obtidos pelo país nesses eixos reforçam a solidez dessa escolha. “Nossa estabilidade política, social, econômica, fiscal e jurídica tem sido reconhecida em todo o mundo. Nos últimos anos, o Brasil atraiu volumes recordes de capital estrangeiro. Seguimos promovendo um comércio internacional justo, equilibrado e baseado em regras multilateralmente acordadas”, exemplificou.
A única guerra que precisamos travar nesta parte do mundo é contra a fome e a desigualdade. Desde 2023, o Brasil cresceu acima da média mundial, controlou a inflação e alcançou o menor desemprego da nossa história. Valorizamos o salário mínimo, aumentamos a renda dos trabalhadores e levamos justiça tributária a milhões de brasileiros. Saímos mais uma vez do Mapa da Fome da FAO. Em dois anos, a pobreza deu lugar à inclusão social e 17,4 milhões de pessoas ascenderam de classe no Brasil”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
As práticas protecionistas, declarou o presidente Lula, serão respondidas pelo Brasil com diálogo, firmeza e apoio às empresas nacionais. “Em 2025, superamos marcas históricas de exportações e importações. Nossa corrente de comércio foi de 629 bilhões de dólares. Isso é resultado de uma estratégia consistente de diversificação de parcerias com economias tradicionais e emergentes. Mostramos que um novo modelo de desenvolvimento, com inclusão e sustentabilidade, é possível”, disse.
INDICADORES BRASILEIROS – Lula também elencou conquistas históricas alcançadas pelo Brasil desde o início da atual gestão. “Desde 2023, o Brasil cresceu acima da média mundial, controlou a inflação e alcançou o menor desemprego da nossa história. Valorizamos o salário mínimo, aumentamos a renda dos trabalhadores e levamos justiça tributária a milhões de brasileiros. Saímos mais uma vez do Mapa da Fome da FAO. Em dois anos, a pobreza deu lugar à inclusão social e 17,4 milhões de pessoas ascenderam de classe no Brasil”, enumerou.
O presidente destacou ainda o protagonismo brasileiro na transição ecológica. “Estamos na vanguarda da economia verde. 90% da nossa matriz elétrica é renovável. Somos líderes em biocombustíveis. Nosso Plano de Transformação Ecológica identificou 90 bilhões de dólares em projetos que vão impulsionar a economia verde. Em breve, lançaremos um Mapa do Caminho para reduzir gradativamente a dependência de combustíveis fósseis”, elencou o líder brasileiro.
LUTA CONTRA FEMINICÍDIO — Durante o discurso, Lula também rechaçou a concentração de riqueza e a apontou como grande fator responsável pela geração de pobreza, fome e violência. “A América Latina também ostenta o triste recorde de ser a região com maior número de feminicídios. Segundo a CEPAL [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe], 11 mulheres latino-americanas são assassinadas diariamente”, alertou.
O presidente enfatizou que o enfrentamento à violência de gênero é uma responsabilidade coletiva. “Essa não é uma batalha só das mulheres. Nós, homens, temos que nos somar a essa luta. Quando o povo tem dignidade e segurança a sociedade próspera. Garantir o acesso a serviços básicos, e implementar políticas de combate à desinformação e à criminalidade são essenciais para a estabilidade e para a democracia”, afirmou.
Outra estratégia citada por Lula para promover uma integração regional duradoura foi o engajamento de múltiplos atores. “É essencial envolver atores subnacionais, a sociedade civil e a iniciativa privada. Sistemas de pagamentos digitais e inovadores como o PIX que fizemos no Brasil podem impulsionar o comércio regional”, detalhou. “Programas de cooperação entre universidades e centros de pesquisa criam laços baseados no conhecimento e na inovação”, emendou Lula.
INTEGRAÇÃO AMPLIADA — Houve no discurso do presidente um lembrete de que, desde 2023, foram retomados os esforços do Brasil na integração regional, buscando ampliar e diversificar parceiros, além de celebrar novos acordos entre blocos econômicos. “Concluímos os acordos entre o Mercosul e Cingapura e entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA. Após 26 anos de negociações, assinamos o acordo Mercosul-União Europeia, que abrangerá um mercado de 720 milhões de pessoas e um PIB de 22 trilhões de dólares. Vamos ampliar os acordos comerciais que temos com a Índia e o México”, antecipou.
Lula citou também a retomada de tratativas com o Canadá, o avanço nas negociações com os Emirados Árabes Unidos e o estabelecimento de marcos para parcerias estratégicas com o Japão, além de preferências tarifárias com o Vietnã. “Esperamos progredir rapidamente nas negociações com Panamá, República Dominicana e El Salvador. Vamos ainda atualizar os acordos do Mercosul com Colômbia e Equador”, disse.
O presidente destacou ainda o avanço do programa Rotas de Integração Sul-Americana. “Continuamos empenhados em trabalhar com todos os países vizinhos. São dezenas de obras de melhoria de rodovias, hidrovias, ferrovias, portos e aeroportos, além de infovias e linhas de transmissão, com potencial para dobrar o comércio intrarregional em poucos anos. A integração em infraestrutura não tem ideologia.”




















