Major do Exército é alvo no ES em operação da PF que mira Bolsonaro
ESPÍRITO SANTO

Major do Exército é alvo no ES em operação da PF que mira Bolsonaro

Angelo Martins Denicoli, morador de Colatina, na Região Noroeste do Espírito Santo e major da reserva do Exército Brasileiro, é um dos alvos de busca e apreensão da Operação ‘Tempus Veritatis’ [hora da verdade, em latim] , deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (8). A lista com os nomes dos alvos foi divulgada pelo portal g1. A Polícia Federal ainda não detalhou qual a participação de Denicoli no caso que é investigado.

A operação, que está em andamento, apura a suposta existência de uma organização criminosa que atuou na tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, envolve a obtenção de vantagem de natureza política com a manutenção de Jair Bolsonaro no poder.

A PF tem alvos no Distrito Federal e nos Estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás

Em 2020, Denicoli chegou a ser nomeado pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para o cargo de diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do Sistema Único de Saúde  (SUS).

Os alvos de mandados de busca e apreensão

Valdemar Costa Neto, presidente do PL – partido pelo qual Bolsonaro disputou a reeleição;

Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;

General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;

Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;

General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;

Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”;

Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; (preso)

Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro; (preso)

Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército; (preso)

Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército; (preso)

Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército expulso após punições disciplinares;

Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres;

Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército que chegou a ocupar cargo de direção no Ministério da Saúde na gestão Eduardo Pazuello;

Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;

Eder Lindsay Magalhães Balbino, empresário que teria ajudado a montar falso dossiê apontando fraude nas urnas eletrônicas;

Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;

Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército identificado em trocas de mensagens com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Barbosa Cid;

José Eduardo de Oliveira e Silva, padre da diocese de Osasco;

Laércio Virgílio;

Mario Fernandes, comandante que ocupou cargos na Secretaria-Geral e era tido como homem de confiança de Bolsonaro;

Ronald Ferreira de Araújo Júnior, oficial do Exército;

Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros, major do Exército;
Componente de Arquivos & AnexosArquivos & Anexos
Decisão do ministro Alexandre de Moraes na Operação Tempus Veritatis
Documento traz pedidos de prisão, busca e apreensão e outras medidas cautelares contra 29 pessoas

Fonte:A Gazeta

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