MUG é bicampeã com aquarela de Homero Massena
ESPÍRITO SANTO

MUG é bicampeã com aquarela de Homero Massena

Com desfile inspirado na cor e na poesia do artista, agremiação de Vila Velha leva o nono título do Grupo Especial
Com o enredo “Massena: um olhar em aquarela”, a Mocidade Unida da Glória (MUG) se sagrou bicampeã do Carnaval de Vitória e levou o nono título do Grupo Especial. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (7), durante a apuração que foi transmitida ao vivo por A Gazeta.
A escola da Glória conquistou o título com 179,60 pontos, ficando 0,4 ponto a frente da segunda colocada, a Boa Vista. Em terceiro lugar ficou a Piedade. Quem ficou por último e vai desfilar no Grupo A em 2025 foi o Pega no Samba.

Confira as notas e a colocação final

Mocidade Unida da Glória (MUG): 179,60

Independente de Boa Vista: 179,20

Unidos da Piedade: 178,70

Chegou o que faltava: 178,10

Unidos de Jucutuquara: 177,40 

Novo Império: 177

Pega no Samba: 175,20
MUG levou histórias de Homero Massena para avenida

Na busca do segundo título seguido, a escola de Vila Velha levou à avenida o enredo “Massena: um olhar em aquarela”. A homenagem ao artista, considerado um dos mais importantes da história do Espírito Santo, foi com muita cor e poesia no Sambão do Povo. Nascido em Minas Gerais, foi no Espírito Santo que Homero Massena conquistou prestígio. Veja, abaixo, os melhores momentos do desfile da MUG

A primeira ala apresentou a obra “Rosas Encadernadas”, que retratou os primeiros desenhos de Massena, feitos em Barbacena, cidade onde nasceu em Minas.

 O carro abre-alas contou dois chassis, totalizando 29 metros de comprimento — o limite do regulamento é de 30 metros — e 8,75 metros de altura, apenas 25 centímetros abaixo do limite premitido (9 metros).

Pouco antes de entrar na passarela do samba, o encaixe do chassi chegou a se romper, gerando tensão entre os componentes. Apesar do susto, a escola contornou o problema em cima da linha amarela que marca a entrada dos desfiles.

Imponente, o carro trouxe a “Grande Inspiração”, mostrando as mãos de uma criança que desenha livremente sobre o papel. De acordo com a escola, para compor a ala que acompanha o carro, foram distribuídos quase 800 lápis de cor feitos com cano de PVC e isopor, além de 30 cadernos gigantes.

O segundo setor contou a fase de coração dividido de Massena, quando conheceu Vila Velha e passou a vender sua arte na cidade. A ala “Um mineiro com alma capixaba” representou bandeiras de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Já a ala “Bem-vindo a Paris” contou sobre a época em que o artista se mudou para a França, onde estudou por quatro anos. Com um tripé de oito metros de altura, a MUG retratou a Torre Eiffel e outros elementos da capital francesa, Paris.

Aclamada nas arquibancadas e camarotes, a MUG também retratou o retorno de Massena ao Brasil, quando conquistou reconhecimento nacional.

A ala “O artista devorador” retratou a bagagem de conhecimento do artista. Layla Bastos, a rainha de bateria, representava o “Bailar do Pincel”, citado logo na primeira estrofe do samba-enredo.

Na bateria “Pura Ousadia”, 170 componentes ditaram o ritmo do desfile. De acordo com a escola, a bateria representava o próprio Massena, tendo em mãos tudo aquilo que é necessário para fazer arte.

Após representar as aventuras de Homero Massena pelo mundo e pelo Brasil, a MUG retratou a época em que o artista fixou residência em Vila Velha, mostrando pontos como a Prainha e o Convento da Penha.

Com direito a chuva de confetes e à famosa “paradinha” para deixar o enredo ser cantado pelas arquibancadas, a agremiação representou mais artes de Massena e o legado deixado para o mundo artístico, como pinturas no Teatro Carlos Gomes, na Capital.

Na Velha Guarda, 40 componentes usaram uma fantasia que representava esboços do artista.

Por fim, a última alegoria fechou o “desfile de ideias” de Massena com exatamente uma hora de apresentação. O carro, que possuía 17 metros de comprimento e 8 metros de altura, carregava a obra “O Carnaval Desce o Morro”, onde Massena retratou a alegria e o  gingado do povo brasileiro, que deixa as comunidades periféricas para brincar o carnaval.

Ao atravessar a última linha do Sambão, as arquibancadas ecoaram o grito de “bicampeã”, com a expectativa de repetir o feito de 2023, quando a MUG conquistou o título.

Ao fim da apresentação, o presidente da escola, ‘Robertinho da MUG’, parabenizou seus componentes e agradeceu pelo apoio das arquibancadas e camarotes.

Font:Jornal A Gazeta

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